A arte de tocar

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sábado, 20 de novembro de 2010

VIOLÃO E AS CURVAS DE SUA HISTÓRIA

O violão é um instrumento que incorpora e combina a todos os ritmos, tribos, culturas, raças, etnias, crenças e faixas etárias.

Suas formas compostas de retas e curvas, fios, metais, sobretudo a madeira, que tornam-se a extensão de quem o toca, recostado ao peito, pressionando e dedilhando suas cordas que a princípio causam dor mas expressa a dedicação, sacrifício e entrega ao instrumento.

Marginalizado, mas popular, invadiu espaços inimagináveis, embalou as rádios na década de 1920, o eixo Rio - São Paulo com seus “chorões”, conquistou o mundo com o balanço da Bossa Nova, podendo-se dizer que o violão é um estrangeiro com nacionalidade brasileira.













Em meio ao cotidiano que se vive, onde a música é um fator muito influente para agregar, reunir, motivar e ajudar a estabelecer relações entre as pessoas, dos mais variados níveis, o violão é um instrumento, de fácil aquisição. Esse objeto de origem não definida carrega em sua história uma cultura sem igual. Adaptou-se a diversas culturas sem perder suas características. É um instrumento de cordas que não escolhe idade ou classe social para ser tocado.

O violão é um instrumento musical que em seu braço possui um conjunto de 18 trastes. A distância relativa entre os trastes, chamada de casa, diminui progressivamente de cima para baixo. Quando um dedo da mão esquerda do executante pressiona a corda entre dois trastes, ele está de fato diminuindo o comprimento útil da corda, que passa agora a vibrar entre o cavalete e o traste inferior, produzindo assim um intervalo melódico. Cada uma das seis cordas do violão possibilita a realização de 19 semitons.

A música para violão é escrita na clave de sol, segunda linha. O violão é um instrumento transpositor, da mesma categoria do contrabaixo. O som produzido está uma oitava abaixo da nota escrita no pentagrama.

Segundo José Vasconcelos, em seu livro, Acústica Musical e Organologia, a forma final do violão foi dada no final do século XIX, por Antônio Torres Jurado, cognominado o Stradivarius do violão.
O violão, por excelência, é um instrumento solista, ou adequado apenas para pequenos grupos. Seu volume sonoro é muito baixo, podendo ser amplificado, com a conexão de um cabo (opcional), ligando o violão a uma caixa amplificadora. É o instrumento mais usado em todo mundo.

Acredita-se que só nos Estados Unidos existam de 15 a 20 milhões de violões. Por seu um instrumento assim tão querido e popular, é muito vasta a sua literatura, quer seja do gênero erudito, flamenco, folclore, jazz ou popular. Há alguns violões que possuem sete cordas.

Existe também o violão de sete cordas, cuja invenção é atribuída ao Lituano Andrei Sychra, que nasceu por volta 1770, e faleceu em 1850, Andrei escreveu incontáveis peças para o instrumento que acabou por se tornar mais popular na Rússia. Migrando para outros países por diferentes motivos. O violonista Francês Napoleon Coste, nasceu em 1805, e faleceu em 1883, compôs inúmeras peças para o violão de sete cordas. As afinações mais usadas para o sete cordas no Brasil são si-mi-lá-ré-sol-sí-mi, ré-mi-lá-ré-sol-sí-mi e, dó-si-mi-lá-ré-sol-sí-mi.

HISTÓRIA DO VIOLÃO


Subsistem muitas dúvidas sobre o surgimento do violão. Segundo Bernard Champigneulle, em seu livro História da Música, discute-se vestígios meio obscuros acerca da origem do instrumento. Existem diversas hipóteses a cerca da origem bastante obscura do nascimento do violão.

Uma hipótese afirma que na antiga Babilônia, arqueologistas encontraram placas de barro com figuras seminuas tocando instrumentos musicais, muitos deles similares ao violão atual (1900-1800 AC). Indícios de instrumentos similares ao violão foram encontrados em cidades como Assíria, Susa e Luristan. O instrumento totalmente de madeira surge por volta de 30 a.C. O tampo que antes era de couro cru (semelhante ao banjo) agora é de madeira e possui cinco buracos. Nas catacumbas egípcias foram encontradas instrumentos com leves curvas características do violão.

O primeiro instrumento de cordas europeu, de origem medieval data de 300 anos depois de Cristo, e possuía um corpo arredondado que se interligava com um braço de comprimento considerável. Paralelamente á este instrumento, outro começou a se desenvolver. Possuía leves curvas nas laterais do corpo tornando-o mais anatômico e confortável. Descrições deste instrumento foram encontradas em catedrais inglesas, espanholas e francesas datadas do fim do século quatorze. Surgia então a guitarra. Já a guitarra Latina, tinha as curvas nas laterais do corpo que marcariam o desenho já quase definitivo do instrumento.

Até a Idade Média as informações sobre a guitarra eram obtidas de maneira indireta na sua maioria, através de afrescos, pinturas e pequenas anotações da época.

Outra hipótese a cerca da origem do violão, atribui uma origem greco-romana. Segundo esta hipótese, o violão deriva da fidícula, uma cítara romana derivada da hethara assíria ou grega. A fidícula, depois, se transformaria em vihuela na Espanha.

Acreditava-se que desde o século VIII tanto o instrumento de origem grega como o Alaúde Árabe viveram mutuamente na Espanha.
O primeiro era chamado de “Guitarra Moura” e era derivado do Alaúde Árabe. Este instrumento possuía três pares de cordas e era tocado com um plectro (espécie de palheta); possuía um som ruidoso e uma forma oval. O outro era chamado de “Guitarra Latina”, derivado da Khetara Grega, tinha o formato de oito com incrustações laterais, o fundo era plano e possuía quatro pares de cordas. Era tocado com os dedos e seu som era suave, sendo que o primeiro estava nas mãos de um instrumentista árabe e o segundo, de um instrumentista romano.

Da guitarra latina nasceram dois instrumentos muito parecidos: a vihuela e a guitarra propriamente dita. Acredita-se que a palavra vihuela deriva da deturpação sucessiva da palavra fidícula. A vihuela era um instrumento aristocrático, possuía seis cordas. A guitarra era um instrumento um pouco menor. Possuía apenas quatro cordas e era o instrumento da plebe.

Quanto ao próprio nome do instrumento, deriva de qitara (árabe), que, por sua vez, é a transliteração da palavra grega kithara, isto é, cítara. De maneira análoga ao termo italiano viola, a palavra vihuela era aplicada a vários instrumentos de corda. Para distingui-los, usavam-se outros termos ligados à palavra, havia vihuela de arco, a vihuela de plectro e a vihuela de mão, que se tangia com os dedos.

Na Espanha, não havia uma distinção precisa entre vihuela e guitarra, de modo que o nome se aplicava indistintamente aos dois tipos de instrumentos. Por volta de 1600, prevaleceu o nome e o uso da palavra guitarra.

No final do século XV. Desapareceu definitivamente o uso do plectro. A partir de então começou a se aperfeiçoar a técnica de pontear com os dedos, o que favorecia o jogo harmônico do instrumento.

Em meados do século XIX, o construtor Antônio Torres altera substancialmente a forma da caixa, tornando-a mais larga e mais cintada, com a forma de oito. A modificação da caixa tornou a posição de execução muito melhor, e a utilização das unhas permitiu a obtenção de uma sonoridade muito mais rica.

O VIOLÃO NO BRASIL

Assim como há diversas teorias a respeito da origem do violão, há também, inúmeras relatando seu aparecimento no Brasil. Uma delas seria a introdução da viola - instrumento de cinco cordas duplas, precursor do violão e popularíssima em Portugal - pelos jesuítas que ensinaram aos índios, tendo registros de violonistas no Brasil a partir do século XVI, dentre eles muitos militares.

Outra possibilidade seria que o violão, correspondente da guitarra espanhola, foi trazido pelos ciganos expulsos de Portugal durante a Inquisição no séc. XVI, relatado no livro O Guarani de José de Alencar, no capitulo XII: “e ali no quarto de Cecília havia uma dessas guitarras espanholas que os ciganos introduziram no Brasil quando foram expulsos de Portugal”. (ALENCAR apud TAUBKIN, p.22, 2007). Justificando o motivo da marginalização do instrumento devido à imagem negativa dos ciganos relacionada ou fato de terem trabalho nem residência fixa, e promoverem noites de festas.

Até meados do século XIX, o principal instrumento dos brasileiros de classe média alta, era o piano, mas a partir da verticalização das cidades e a falta de estrutura física para comportar-lo, esse quadro se reverteu em favor do violão por ser um instrumento barato e portátil, e não era necessário escrever arranjos, durante o desenvolvimento das rádios, as harmonias improvisadas pelos músicos.

Com os violonistas Agustín Barrios e Josefina Robledo que apresentavam concerto, elevaram o status do instrumento, além de Américo Jacobino, conhecido como Canhoto que se apresentou no salão nobre do Conservatório Dramático de Musica de São Paulo.

GENÊROS MUSICAIS


GENÊRO ERUDITO

O gênero de música erudita, assim como a origem da palavra, que é grega, cujo significado é “saber profundo”, compreende um caráter musical solene, com complexidade de formas, texturas e estilos.
De acordo com Miriam Taubkin, em seu livro: Violões do Brasil, o conceito do violão como instrumento erudito firmou-se no séc. XX com Andrés Segovia, cuja fama e virtuosidade o colocaram num plano dificilmente atingível, comparável àquele em que se colocou o violoncelista Pablo Casals. Segovia alargou consideravelmente o repertório do violão, não só através de transcrições, mas também por sua influência junto a grandes compositores não-violonistas que escreveram para ele obras de grande valor artístico, inclusive alguns concertos para violão e orquestra.
Dos compositores do século XX – Heitor Villa-Lobos, que foi violonista ocasional, onde seus Estudos e Prelúdios tornaram-se obras imprescindíveis ao desenvolvimento artístico e ao repertório de quem quer que se dedica a estudar violão com seriedade, e são mundialmente conhecidos. Suas peças aproveitam inteligentemente os recursos peculiares do violão e dificilmente soariam bem em outro instrumento.
No Brasil o violão encontrou ambiente propício para seu florescimento. Embora considerado “instrumento de malandro” no início do séc. XX, sua popularidade cresceu de tal maneira que hoje não se fala no violão sem citar violonistas brasileiros, tanto no gênero erudito quanto no gênero popular. Impossível deixar de citar a figura romântica de Américo Jacomino, conhecido como “o Canhoto”, que não sabia ler música, foi autodidata e tocava com violão invertido, autor de valsas como “Abismo de Rosas”, que mesmo os mais fanáticos cultores do chamado “violão clássico” não ousam ignorar devido à sua grande popularidade. Entre outros, podem ser citados também Isaías Sávio, Dilermando Reis, João Pernambuco, e entre os mais modernos, Baden Powell, Egberto Gismonti, Paulinho Nogueira, Marco Pereira, Sebastião Tapajós, Raphael Rabello, e o Duo Assad, dos irmãos Sérgio e Odair Assad, considerado por muitos como o mais proeminente duo de violões em atividade no mundo hoje.


GENÊRO POPULAR


Segundo o violonista e professor de música, Octacílio Arantes Faria, que foi aluno, do famoso violonista, que compôs diversas músicas brasileiras, Isaías Sávio, a música popular é uma música passageira, que faz sucesso por certo tempo, e depois não mais.

O gênero popular é um estilo musical que compreende o acompanhamento, o cifrado, em uma música, sem necessariamente fazer solos, apenas acordes.

Já a definição de clássico dentro da música, pode ser vista de duas formas. Clássico, pode dependendo do contexto, ser referido a um período da história, que não compreende só a música, mas a arte, a literatura, um todo, por exemplo, uma música que foi feita no período clássico da história. Por outro lado, clássico pode ser visto também, como uma música, que teve tanta importância, que não “morreu” no tempo, por exemplo, o clássico de uma música sertaneja, é uma música que fez sucesso em um período e continua fazendo atualmente, passando a ser denominada de música clássica, assim, como também, em um outro exemplo, a Marcha Turca, de Mozart, é considerada uma “peça clássica”, de muitas décadas, por que até hoje, é muito apreciada, dentro do estilo erudito.

CHORO

Miriam Taubkin cita em seu livro: Violões do Brasil, que no século XIX surgem no Brasil os conjuntos de chorões, que adaptaram formas musicais européias a formas e gostos brasileiros de se tocar, onde através dessa “brasileiração” surge o choro, considerado como primeira musica urbana tipicamente brasileira.
Usado principalmente para o acompanhamento do canto, embora seja também instrumento solista, o violão no Brasil é essencialmente urbano e juntamente com a flauta e o cavaquinho, forma o conjunto básico para execução de choros.

Os primeiros conjuntos de choro surgiram no Rio de Janeiro por volta de 1880, nascidos no bairro Cidade nova e nos subúrbios cariocas, esses grande parte desses grupos eram formados por funcionários da Alfândega, dos Correios e Telégrafos, da Estrada de Ferro Central do Brasil, que se reuniam em seus bairros.

O nome “choro” vem do caráter choroso da musica, que esses grupos faziam, o choro foi a forma que o músico popular brasileiro encontrou para tocar as musicas importadas consumidas na época, do seu jeito, “de coisa de ‘vagabundo’ a instrumento mais popular e importante na musica brasileira, o violão, principalmente a partir da década de 1920, foi penetrando as camadas da nossa sociedade.” (CAZES apud TAUBKIN, p. 7)

O choro é feito de arquétipos que exigem do músico extremo domínio de seu instrumento e uma apurada percepção de códigos e senhas que se encaixam em geniais improvisos. O nascimento do choro e sua fórmula de improvisação é 50 anos anterior ao jazz, mas, se constrói da mesma maneira que a música negra norte-americana, ou seja, é feito como se fosse um jogo criativo executado com muita habilidade e genialidade.

A construção inconfundível do choro é marcada pelo tema, as harmonias e as modulações, que são moldados por um acompanhamento rítmico, criado malandramente para testar o senso polifônico dos músicos e sua capacidade de improvisar em uma construção musical extremamente mutável. Os improvisos se encontravam ao acaso, e não existia nenhuma regra para o número de figurantes ou para o tipo de composição instrumental, Por esta informalidade o choro é constituído da participação de diversos tipos de instrumentos, pois o que importava era se ele era suficientemente hábil para fazer os solos.

Esse ritmo criado por instrumentistas populares cariocas na maioria mestiços ainda em processo de ascensão social revelou três excelentes violonistas, como Sátiro Bilhar, Dino e João Pernambuco. Esses músicos passaram a se profissionalizar e não precisavam mais trabalhar em empregos públicos como os primeiros chorões, existiam instrumentista que continuavam com seus empregos paralelamente a musica, como Donga violonista e oficial de justiça.

Da cultura de rua até as rodas de universitários alternativos, o choro vem se confirmando com uma das possíveis sínteses da cultura urbana brasileira. Não tão popular quanto o samba, mas cultuado pelos admiradores da boa música brasileira, o choro se transforma sem perder seus traços originais. Nonato Luiz é um grande representante do gênero, compondo arranjos originais para clássicos do choro.

Compositores e músicos também como Paulinho da Viola, Paulo Moura, Isaías Savio, Hamilton de Holanda, Hélio Delmiro, Turíbio Santos e conjuntos Época de Ouro, Água da Moringa, Trio Madeira Brasil, Premeditando o Breque, Galo Preto e muitos outros, mantêm viva essa manifestação instrumental popular que os grandes centros urbanos do Brasil produziram e produzem induzidos pela música que Villa-Lobos criou, uma de suas mais importantes composições, intituladas "Os Choros".

O violão no Brasil passou a se desenvolver, principalmente, em dois grandes centros, Rio e São Paulo. Em São Paulo, o excepcional trabalho desenvolvido pelo violonista uruguaio Isaías Sávio (1900-1977), que teve sua formação violonística com Miguel Llobet, resultou em uma das melhores escolas de violonistas da América do Sul. A música brasileira para violão tem se desenvolvido, praticamente, á sombra da excepcional, embora pequena, obra de Villa-Lobos, que continua sendo a mais conhecida nos meios violonísticos nacionais e internacionais.

LUTHIEIRIA: CONSTRUÇÃO DO VIOLÃO


Luteria, ou liuteria, termo de origem italiana, ou Luthieria ou luthier do francês, denominava o instrumento alaúde (liuto), e liutaio quem faz alaúdes, hoje refere-se ao profissional que restaura e constrói instrumentos musicais de corda de modo artesanal.

Os instrumentos feitos por um luthier têm por excelência um trabalho dedicado aos detalhes, formando o diferencial de cada produto adequado às necessidades do instrumentista por ser um trabalho personalizado.

Os violões de luthieria são tradicionalmente acústicos - embora também sejam construídos elétricos ou eletro-acústico - e a amplificação de seu som é feita naturalmente pela sua caixa de ressonância (o corpo). O tamanho da caixa de ressonância define a acústica do instrumento e determina o espaço de reverberação, logo, caixas maiores e laterais largas possuem o som mais grave e caixas menores com laterais estreitas som mais agudo. A espessura da madeira utilizada determina o sustain (sustentação das notas) além de enfatizar os graves, quanto mais fina maior o sustain e os graves, e mais grossa o som é mais aberto e menor sustain, sendo que tudo isso dentro de um limite aceitável de espessura.

Segundo José Vasconcelos, em seu livro Acústica Musical e Organologia, cada parte do violão exige um tipo de madeira diferente. No tampo são utilizadas madeiras mais claras e com baixo peso especifico como o abeto europeu, spruce e cedro, com uma espessura uniforme de 2,5 mm.. Nas laterais e fundo, madeiras mais escuras e densas, como o jacarandá-da-bahia e o mogno, a roseira ou maple (produção industrial), com uma espessura também de 2,5 mm e nas escalas além de escuras e densas, é necessário que sejam resistente suportar a tensão das cordas, como ébano africano.

Internamente, estas duas tampas possuem diversas travessas de madeira coladas, formando diversos desenhos. Estas travessas de madeira servem para fortificar as tampas, que de outro modo se danificariam facilmente, dada sua grande dimensão e pequena espessura.

As propriedades acústicas do instrumento são certamente ditadas pela geometria destas travessas internas, pois elas estabelecem regiões nodais sobre as tampas do instrumento. A tampa superior, acusticamente é muito mais importante do que a tampa inferior, pois é ela quem recebe diretamente o som das cordas através do cavalete.

Essas madeiras são tradicionais na construção do violão a séculos, mas atualmente é controlada a aquisição desse material pelo governo federal, por ser considerado crime ambiental a venda indevida, já que os melhores violões são produzidos com madeiras de aproximadamente 800 anos.

Além das madeiras nobres usadas na fabricação do violão, um detalhe que enriquece ainda mais o instrumento são as rosetas, decoração ao redor da boca do violão, que podem ser encontradas com a técnica de marchetaria - é o trabalho em madeira que consiste em incrustar, embutir ou aplicar peças recortadas de madeira, marfim, metal e de outros materiais de diversas cores sobre peça de marcenaria, formando desenhos variados com geométricos e orgânicos. Nos violões renascentistas, barroco, vihuelas e alaúdes, as rosetas eram talhadas no próprio tampo.

As tarrachas possuem extrema importância para afinação do instrumento. A marca mais reconhecia mundialmente é a Graf, que oferecem produtos que valorizam o instrumento além da funcionalidade impar. Feitas em prata; banhadas a ouro, prata ou platina; com botões em madrepérola, ébanos; com desenho esculpido a mão com modelos variados, como estilo rococó, ou personalizado pelo cliente, agregam mais valor ao instrumento, como se fosse uma jóia.

Mais que um simples objeto feito de madeira e metais, que ganha formas nas mãos de um Luthier com seu trabalho minucioso, e porque não, ritualista, o Violão, possui um simbolismo que transcende sua fabricação, sendo um produto que promove a interação, seja de quem o toca como das pessoas que apreciam, acariciando os sentidos com seus derivados: a Música.

Esse instrumento tão flexível e popular que um dia foi considerado coisa de vagabundo, hoje carrega consigo o grande poder de adequar-se a qualquer ambiente ou estilo.

Inspiração para tantas canções, companheiro fiel das alegrias e tristezas, o violão torna-se a extensão de seu dono, que modifica seu corpo, e como nenhum outro instrumento estabelece um contato direto, sendo determinante na execução de seu som.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


___________. NBR 14724/2002. Diretrizes e normas para apresentação de trabalhos acadêmicos, dissertações e teses. São Paulo: Anhembi Morumbi, 2005

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CHAMPIGNEULLE, Bernard. História da Música. 2 ed. São Paulo:, 1961.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Aurélio século XXI: O dicionário da língua portuguesa. 3. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.

TAUBKIN, Miriam. Violões do Brasil. 2 ed. São Paulo: SENAC, 2007. Acompanhado de DVD.

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WILLIANS, Jim. A guitar maker manual. 3 ed. Austrália: Guitar craft, 1990


REFERÊNCIAS ELETRÔNICAS

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LAZARO, Roberto. História do Violão. 11 set. 2008. Disponível em:
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Música Erudita – Géneros. Movimentos cidadãos por góis cultura. 11 set. 2008
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O que é Marchetaria. Marchetaria, Minas Gerais. 20 set. 2008. Disponível em:
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ROSCHEL, Renato. Música Popular do Brasil. Banco de dados da Folha, São Paulo. 12 set. 2008. Disponível em:
Disponível em : Acesso: 12 set. 2008
ROSCHEL, Renato. Música Popular do Brasil. Banco de dados da Folha, São Paulo. 12 set. 2008. Disponível em: Acesso: 12 set. 2008

CRÉDITOS

DAYANA SILVA VIEIRA
LILIAN MARIA RIBEIRO MARQUES
MARIA CECÍLIA AMARAL PINTO
VIVIANE FERREIRA

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